Segunda-feira, 15 de Outubro de 2007

O Processo continua a correr

Cada pessoa é um processo, acredito que cada um de nós é o melhor que consegue com as condições que tem. Não somos passivos em relação às condições em que vivemos, também não controlamos tudo.

Carl Rogers ilustrou esta ideia recorrendo à memória de um acontecimento da sua infância, para ser mais exacto à memória que tinha de uma planta privada de uma boa iluminação que tinha lutado para atingir a melhor forma possível (obviamente que não se tornou naquilo que usualmente consideramos uma planta bonita, mas sobreviveu).. Aquela planta tornou-se a melhor planta que conseguiu com a falta de luz que tinha



Hoje decidi plantar novas sementes, em novas condições, e ver o que vai acontecer.
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Uma criação de Jorge às 10:00
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Quinta-feira, 4 de Outubro de 2007

Teatro da Morte

"Um samurai deve sempre, acima de tudo, manter presente no seu espírito a inevitabilidade da morte, dia e noite..."
Daidoji Yuzan, "O Código do Samurai"



De barriga para a olhar, a ver o tecto do meu quarto pensei "como será a minha morte?" Não tem nada a ver com ser mórbido, é uma curiosidade comum de quem sabe que vai morrer (cada dia mais próximo desse momento).

Será atravessado por uma espada?
Será num acidente de viação?
Será causado por uma doença mortal?
Será por um desgosto de amor?
Será por um acto de Deus?
Será por pura estupidez?
Será com uma bala de prata?
(Bolas daqui a bocado parece aquele música do Pedro Abrunhosa...)



Pensemos numa possibilidade: fazermos o Teatro da Morte!

Criamos um espectáculo genial (a nossa vida do dia-a-dia) que só vai terminar com a última batida do nosso coração. Este espectáculo tem de ser único e verdadeiramente épico, tudo para garantirmos que o último momento neste palco nunca mais seja esquecido.

CARPE DIEM

Basta um momento de distracção e esquecemos algo tão simples. Abandonamos o teatro da morte e passamos a brincar aos "meninos crescidos", sabemos que vamos morrer mas o nosso comportamento espelha precisamente o contrário. Adiam-se momentos importantes, esquece-se o essencial, convivemos com quem não gostamos, alimentamos a tristeza e sofremos por inutilidades.

Jorge
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Uma criação de Jorge às 19:47
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Domingo, 30 de Setembro de 2007

Essência do que faço

Choveu, choveu, choveu e choveu. Passei parte de Domingo em pijama, petisquei qualquer coisa nas supostas horas de refeição e pensei no meu blogue. Que texto posso oferecer hoje? Talvez algo assim...

Para realizar o meu trabalho preciso de três coisas:
  1. ideias criativas,
  2. papel
  3. esferográfica azul (tem mesmo de ser azul, é uma cor que fica perfeita nas folhas que uso).

Além do básico, tenho por hábito (e luxo) um computador sempre por perto, o que me dá um prazer dos diabos (gosto de carregar em teclas e navegar pela net fora).

Do mais básico que preciso dou profundo valor às ideias criativas, elas brotam em todo o lado e em qualquer situação o segredo é estar receptivo às mesmas. Depois de as sintonizarmos devemos ser um bom veículo destas ideias e dar-lhes espaço e forma para chegarem a outras pessoas, direccionadas com os nossos propósitos.



Dê as voltas que der, sou um vendedor de ideias. Ideias para promover pessoa, causas, ambientes e novas formas de pensar. Usei o termo "vendedor" porque é assim que consigo viver a vida, a trocar este desenvolvimento de ideias por um ordenado.

Este blogue é um espaço de ideias, gerido como um produto que coloco à vossa apreciação. Recebo os vossos comentários, trocamos ideias, vejo o número de visitas que aqui vou tendo e vou alterando pormenores (aqui e acolá) para vos oferecer um produto mais convidativo. E porquê "Até ao fim do Mundo..."? Porque é nessa direcção que vou neste momento.

Bem-vindos ao Até ao Fim do Mundo! A nova semana vai começar...
Sinto-me:
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Uma criação de Jorge às 22:41
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Sexta-feira, 7 de Setembro de 2007

Imensidão branca - Uma etapa no caminho do guerreiro

Olho muito para o tecto do quarto onde descanso, garanto que não é pelas manchas de humidade que já dão sinais de si, penso quando estou deitado e deixo os meus olhos perderem-se no branco do tecto. Os pensamentos levam-me a diversos lugares e a diferentes possibilidades de existência, recrio memórias, passo uma vista de olhos pelas minhas aprendizagens e desenho formas práticas de viver. Gosto de passar estes pensamentos para papel (ou documento electrónico), muitos não chegam a esta forma por desleixo (permanecem ideias esvoaçantes).

Estes momentos, em que o olhar se perde, saltam sem parar pelo tempo e, por isso, tenho algumas guerras com relógios e compromissos agendados.

Hoje quero destacar uma das coisas que faço em pensamento: o desenhar formas práticas de viver. Significa que penso em acções possíveis de realizar que facilitaram o meu dia-a-dia a aproximar-se do que acho ideal num dia-a-dia (em poucas palavras: criativo, desafiante, lado-a-lado com pessoas especiais e rico em aprendizagens).

Confesso que o mais complicado tem sido realizar estas acções. Como é que algo simples que nos conduz aos nossos objectivos pode ser tão difícil de concretizar?
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Uma criação de Jorge às 01:49
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Domingo, 26 de Agosto de 2007

Reduzir ao essencial

Abandonei a minha vida complicada para viver o essencial, e assim terminaram os mil e dois caminhos que tentava pisar ao mesmo tempo.


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Uma criação de Jorge às 18:23
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Segunda-feira, 20 de Agosto de 2007

O que fazer da vida?

Tantas possibilidades e encontro-me aqui no ponto da vida em que estou, parece-me falta de imaginação. Não há nada de realmente mau mas o lado bom também não me preenche.



É urgente procurar criativamente uma nova forma de viver os dias. Porque não basta repetir os mesmos movimentos dia após dia para passar o temo, à espera do dia que morra.
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Uma criação de Jorge às 00:59
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Segunda-feira, 13 de Agosto de 2007

I just wanted to hold you in my arms

"Far away
This ship has taken me far away
Far away from the memories
Of the people who care if I live or die"

Muse entrou mesmo na minha vida! Aguentei-me afastado enquanto pude, agora que a barreira caiu o meu media player farta-se de tocar as músicas da referida banda. Eu não me farto.



"My life
You electrify my life
Lets conspire to ignite
All the souls that would die just to feel alive"

Podia fazer uma banda sonora para a minha vida recorrendo apenas a Muse, adicionando muitas fotos e efeitos especiais criaria um grande evento cinematográfico (cortando com barreiras idiotas, ganharia o prémio nobel em vez de um óscar).

A vida sem música seria em tons de cinza... Nada de abrir os olhos ao som de música, saltar da cama a dançar, tomar um duche lavado numa grande malha musical é obrigatório. O que ouço depende muito do que sinto; houve momentos em que a música conseguiu transformar os meus dias.

Se não conheces Muse, experimenta! E depois diz-me o que achaste!
Música: Starlight - Muse
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Uma criação de Jorge às 17:30
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Domingo, 12 de Agosto de 2007

Invocar as ideias com as palavras certas (o meu devaneio)

Nunca sei como começar um artigo e raramente sei onde a escrita me pode levar. Deixo-me navegar nas palavras, por muito que as tente domar elas acabam por seguir caminhos misteriosos. Escrever é, em si mesma, uma actividade misteriosa.

Do meu ponto de vista, ser escritor passa pela atitude em relação à escrita. O escritor é aquele que aprofunda a sua relação com as palavras e as invoca para dar forma às suas ideias.

As palavras são a matéria-prima que ele usa, as ideias são a sua oferenda ao mundo e a escrita a sua ferramenta de execução.



Assim sendo, o bom escritor é,em primeiro lugar, o que aprofunda/optimiza a sua relação com as palavras; independentemente das suas ideias serem boas ou não. Não é preciso ser um excelente canalizador de ideias para se ser um bom escritor (há quem escreva lindamente sem expressar nada de interessante, encanta pela sua relação com as palavras).

Nesta linha de pensamento, a qualidade das ideias influencia a qualidade do produto final mas não põe em causa a competência literária do autor/criador? Uma ideia genial pode ser canalizada através de uma má escrita e talvez o seu conteúdo se perca um pouco.

A mim parece-me claro que quem queira atingir a excelência como escritor deve apostar nas duas vertentes: relação com as palavras e relação com as ideias. Juntando estes dois mundos o resultado encontrará o seu próprio público (esta ideia do material encontrar o próprio público apareceu na minha vida através da escrita do Alan Moore).

A minha decisão em ser escritor engloba-se no meu projecto de partilhar ideias através de histórias. Quero contar boas histórias, com boas ideias e que estas encontrem as pessoas a quem lhes faça sentido receber essa informação.
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Uma criação de Jorge às 22:49
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Quarta-feira, 8 de Agosto de 2007

Fecha a porta, tranca as janelas e mergulha em ti.

Fórmula simples, tantas vezes esquecida e encaixotada num qualquer local. Tão simples que qualquer um pode fazer, nem é preciso fechar a porta ou trancar as janelas. Basta mergulharmos na corrente do nosso ser, desde os pés à cabeça.

Que benefícios traz? Pensem lá um bocado e arranjem as vossas respostas (eu já tenho a minha e serve-me).




Se deixamos ter tempo para nós de que vale a pena de fazermos tantas coisas?
Música: um assobio de uma marcha fúnebre
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Uma criação de Jorge às 01:46
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Terça-feira, 7 de Agosto de 2007

Um dias destes tem mesmo de ser...

Todos os medos acumulados assumem a forma de uma criatura assustadora. Ficamos com vontade de borrar as calças só pela possibilidade de nos cruzarmos com a dita criatura. Mas em pequeno já tiveste medo de fantasmas e medo do escuro... E sobreviveste, superaste essas medos. Foste além dessa vontade de fugir, paraste e lutaste.

Agora não é diferente, é altura de enfrentar o Medo. Mais tarde ou mais cedo tinha de acontecer...



Não me entrego sem luta! Aliás vim até aqui mesmo para isso. Um de nós morre hoje.



Imagem: "300" Frank Miller
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Uma criação de Jorge às 19:00
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