Segunda-feira, 12 de Novembro de 2007

Tudo muito giro mas o tempo passa e não é para sempre

Encontrei-te por acaso, caíste de pára-quedas na minha vida, nunca dissemos o nosso nome um ao outro, chocámos na rua. Tu ficaste magoada fisicamente e eu mentalmente (apaixonei-me por uma completa desconhecida). Talvez não tenha sido assim, mas sou velho e gosto de pensar que foi assim. A seguir a isso, encontrei-te num funeral de um primo meu (parece que era teu amigo), estava lá apenas a marcar presença (mas disse-te que tinha sido uma grande perda para mim, apenas para impressionar). Ficámos os dois a conversar até tarde nessa noite, dei-te o meu número de telemóvel (deves ter perdido).

10 anos depois, estava eu a levar o meu filho para o infantário e voltamos a chocar na rua. Bruxa, enganaste o tempo com um qualquer feitiço (cada vez mais bonita!). Falámos sobre o tempo e sobre a vida em geral, deste-me o teu contacto de messenger. A partir daí falávamos/escreviamos mensagens um para outro todo o dia.



Um dia saímos e disseste que precisavas de um abraço, feito parvo fingi não ouvir. Deixei-te desaparecer no horizonte. Um "clique" cá dentro e despertei. Corri até ficar sem falta de ar, queria mesmo dizer-te que gostava de ti, voltei a tentar correr... não valia a pena. Estou a ficar velho.

Tive tanto tempo para te dizer isto, fiquei-me pelos olhares e meias palavras. Por pura vergonha (e estupidez) até disfarcei sorrisos e palavras bonitas. Escondi o amor em nome do amor (chama-se medo de rejeição, afecta-nos pelo menos uma vez em cada vida... mas na minha está a abusar).

Pensei em telefonar-te e arrumar com o assunto, estava desligado (odeio a vozinha do voice mail). Tentei elaborar um plano, como é habitual sempre que preciso de um plano mirabolante nunca o encontro. Ok, talvez o melhor seja mesmo voltar ao início e apresentar-me a ti (assim corrigem-se uma série de coisas que não correram bem). Bolas, isto nos filmes é muito mais fácil. Tentei telefonar-te de novo continua desligado. Talvez não seja o momento apropriado.

Voltei a encontrar-te de novo, outra vez num funeral, desta vez o teu. Gostava mesmo de te dizer que gostava de ti, mas uma vez mais achei que não era o momento indicado.

Jorge
(uma ficção escrita no momento)
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Uma criação de Jorge às 00:03
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7 comentários:
De Luís F. Alves a 12 de Novembro de 2007 às 01:31
This post is made of Win.
De Jinx a 12 de Novembro de 2007 às 02:30
Parabéns pelo teu blog. Está fantástico! A tua escrita é simplesmente.... Perfeita!!!
De Sofia a 12 de Novembro de 2007 às 12:06
Muito bom... é sempre bom ler o que escreves...
De xana a 12 de Novembro de 2007 às 15:04
Simplesmente genial! Um retrato perfeito daquilo que muitas vezes nos invade e impede de caminhar!
De Jorge a 13 de Novembro de 2007 às 08:08
Obrigado pelo vossos comentários! :)
De dottoratoamilano a 14 de Novembro de 2007 às 14:17
És uma m*****, escreves mal pra cara*** :P
(era só mesmo para destoar, eheh)
De mandrake a 15 de Novembro de 2007 às 23:30
E saber - agora sei - que tudo foi assim.
Foram palavras nao ditas, sorrisos tapados, olhos vaidosos...
E saber tambem que era para ser assim.
Escolhemos o que fizemos com o tempo que alguem nos deu!
Se nao escolhessemos nao tinha sido assim.

(comentarios de um teclado incompleto...)

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