Quinta-feira, 4 de Outubro de 2007

Teatro da Morte

"Um samurai deve sempre, acima de tudo, manter presente no seu espírito a inevitabilidade da morte, dia e noite..."
Daidoji Yuzan, "O Código do Samurai"



De barriga para a olhar, a ver o tecto do meu quarto pensei "como será a minha morte?" Não tem nada a ver com ser mórbido, é uma curiosidade comum de quem sabe que vai morrer (cada dia mais próximo desse momento).

Será atravessado por uma espada?
Será num acidente de viação?
Será causado por uma doença mortal?
Será por um desgosto de amor?
Será por um acto de Deus?
Será por pura estupidez?
Será com uma bala de prata?
(Bolas daqui a bocado parece aquele música do Pedro Abrunhosa...)



Pensemos numa possibilidade: fazermos o Teatro da Morte!

Criamos um espectáculo genial (a nossa vida do dia-a-dia) que só vai terminar com a última batida do nosso coração. Este espectáculo tem de ser único e verdadeiramente épico, tudo para garantirmos que o último momento neste palco nunca mais seja esquecido.

CARPE DIEM

Basta um momento de distracção e esquecemos algo tão simples. Abandonamos o teatro da morte e passamos a brincar aos "meninos crescidos", sabemos que vamos morrer mas o nosso comportamento espelha precisamente o contrário. Adiam-se momentos importantes, esquece-se o essencial, convivemos com quem não gostamos, alimentamos a tristeza e sofremos por inutilidades.

Jorge
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Uma criação de Jorge às 19:47
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10 comentários:
De **** a 4 de Outubro de 2007 às 20:03
Chegou a alguma conclusão sobre a forma como será a sua morte? Deixou-me curiosa... xD

Ana M. *
De Jorge a 6 de Outubro de 2007 às 23:36
Um grande ponto de interrogação na minha vida, mas quando chegar eu vou saber. ;) bjo
De Rita a 7 de Outubro de 2007 às 23:31
Não podia estar mais de acordo: hámomentos para viver e momento para morrer... para já é altura de viver!!
Nada de desperdiçar tempo com futilidades...a liberdade é o bem mais precioso, não vale aniquilá-la com correntes fictícias! :)
De Jorge a 12 de Outubro de 2007 às 20:34
Vamos deixar de trabalhar e viajar pelo mundo! :)
De xana a 13 de Outubro de 2007 às 20:31
Bela ideia!!!Por acaso penso nisso constantemente mas infelizmente sempre que penso em fazer uma pequena viagem deparo-me com um grave problema, não tenho companhia porque anda tudo TESO, ó triste vida!!Ainda dizem que não ter dinheiro é triste!!Mais triste é ter dinheiro e não ter companhia para partilhar a beleza da descoberta do desconhecido!!! Ao menos, a mente, essa sim, pode viajar solitária!!!
De Jorge a 14 de Outubro de 2007 às 03:30
Gosto das duas ideias: viajar sozinho ou (bem) acompanhado. Há pessoas com quem é bom descobrir o mundo mas há outros momentos em que gosto de ir completamente à aventura. Neste momento sinto mesmo vontade de viajar sem rumo (talvez ainda escreva um post sobre isso) e não ter data de regresso.
De sempre em frente a 13 de Outubro de 2007 às 15:29
Não podia estar mais de acordo...
Venho agora de uma situação menos feliz da minha vida e, pela primeira vez ( sim, porque há sempre uma primeira vez) I stumbled and fell. E não consegui levantar-me desta.. Bom, creio que agora, começo a renascer e a conseguir ver o mundo com alguma luz... até porque há sempre coisas que nos fazem sorrir. E se sempre acreditei no carpe diem agora mais do que nunca preciso de pensar assim.
Por vezes, a nossa dor cega-nos e voltamos a nossa vida para trás.

Nunca.

Parabéns pelo post

Raquel

De Jorge a 14 de Outubro de 2007 às 03:32
Desejo-te o melhor renascimento e uma grande garra para te agarrares ao Carpe diem! :)
De xana a 14 de Outubro de 2007 às 17:35
Por vezes é necessário recriar a nossa própria morte, pois isso faz com que ao tomarmos consciência da nossa brevidade neste mundo, possamos ficar mais sensíveis á vida!
De Jorge a 15 de Outubro de 2007 às 00:44
Sem dúvida, ao sentirmos que um dia vamos morrer e que estamos cada vez mais próximos damos mais valor a estarmos vivos

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